segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Forrest Gump às avessas

Sou um Forrest Gump, às avessas, fico em um banco, não vou revelar onde, e ouço histórias de outras pessoas. Ontem uma senhora me contou  de seu neto que tem um problema de ordem psicológica e há alguns meses  se acidentou atravessando uma rua (segura) e foi atropelado por um caminhão (da prefeitura) e teve um TCE (traumatismo crânio encefálico), melhorou graças a Deus, mas precisa de uma tomografia, solicitada pelo médico, A família foi, por indicação, com pedidos, atestados, etc. procurar um posto de saude, onde marcam exames, da prefeitura que fica, me parece na Av Afonso Pena . Já foram lá com hora marcada quatro vezes (isto está se arrastando por meses), com carimbo assinado pela atendente, sempre protelando e na ultima ida ao posto, carimbaram de novo  para que voltasse dia 20 de janeiro de 2011 data que eu tenho certeza que é conversa para boi dormir. Só consegue com o "carimbaço". É mole ou quer mais?

Que Vergonha!

Realmente  estou sentindo vergonha de ser Brasileiro, mais ainda de ter sido um educador em escolas que são referências mundiais e ter deixado tudo por "patriotismo" e voltado para a minha terra para dar o que tinha de melhor, não me arrependo, sinto vergonha de ler ou ver nas mídias a impunidade como por exemplo: do médico (se assim podemos chama-lo) Roger Abdelmassih condenado a 278 anos de prisão por 62 estupros e pela tentativa de outos quatro, e os ministros (note-se que não tenho coragem de grafar em maiúsculo o m) do STF permitiram que o dito "doutor" recorra em liberdade, me envergonha; seguindo o mesmo "modus operandis" concederam ao ex-banqueiro Salvatore Cacciola o regime semiaberto, convite para mais uma fulga (investiram uma "grana preta" para traze-lo de volta ao Brasil, poderiam deixa-lo em Mônaco, lá eles tem mais dinheiro para manter as mordomias do cujo). Me desculpem, na outra postagem falo mais, agora estou com ansia de vômito, vou me tratar, volto logo.
SINTO VERGONHA DE MIM 

Cleide Canton 

Sinto vergonha de mim 
por ter sido educador de parte desse povo, 
por ter batalhado sempre pela justiça, 
por compactuar com a honestidade, 
por primar pela verdade 
e por ver este povo já chamado varonil 
enveredar pelo caminho da desonra. 

Sinto vergonha de mim 
por ter feito parte de uma era 
que lutou pela democracia, 
pela liberdade de ser 
e ter que entregar aos meus filhos, 
simples e abominavelmente, 
a derrota das virtudes pelos vícios, 
a ausência da sensatez 
no julgamento da verdade, 
a negligência com a família, 
célula-mater da sociedade, 
a demasiada preocupação 
com o "eu" feliz a qualquer custo, 
buscando a tal "felicidade" 
em caminhos eivados de desrespeito 
para com o seu próximo. 

Tenho vergonha de mim 
pela passividade em ouvir, 
sem despejar meu verbo, 
a tantas desculpas ditadas 
pelo orgulho e vaidade, 
a tanta falta de humildade 
para reconhecer um erro cometido, 
a tantos "floreios" para justificar 
atos criminosos, 
a tanta relutância 
em esquecer a antiga posição 
de sempre "contestar", 
voltar atrás 
e mudar o futuro. 

Tenho vergonha de mim 
pois faço parte de um povo que não reconheço, 
enveredando por caminhos 
que não quero percorrer... 

Tenho vergonha da minha impotência, 
da minha falta de garra, 
das minhas desilusões 
e do meu cansaço. 
Não tenho para onde ir 
pois amo este meu chão, 
vibro ao ouvir meu Hino 
e jamais usei a minha Bandeira 
para enxugar o meu suor 
ou enrolar meu corpo 
na pecaminosa manifestação de nacionalidade. 

Ao lado da vergonha de mim, 
tenho tanta pena de ti, 
povo brasileiro! 


*** 

"De tanto ver triunfar as nulidades, 
de tanto ver prosperar a desonra, 
de tanto ver crescer a injustiça, 
de tanto ver agigantarem-se os poderes 
nas mãos dos maus, 
o homem chega a desanimar da virtude, 
a rir-se da honra, 
a ter vergonha de ser honesto". 

(Rui Barbosa) 




quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A QUEIMA DOS LIVROS

Um burocrata técnico em gestão educacional em Brasília, mentecápto por sinal, fazendo seu mestrado em educação das relações raciais resolveu ler o livro As Caçadas de Pedrinho (1933) de Monteiro Lobato (eu li na minha infância) e ficou insultadíssimo com a conotação, vista por ele, racial tendo como pivô a querida Tia Nastácia. Este "insulto" levou o nobre mentecápto a classificar Monteiro Lobato como racista e encaminhar uma denúncia à Secretaria de de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (a mesma das cotas discriminatórias das universidades e ao serviço público), ato contínuo, outo servidor, também mentecápto, encaminha ao CNE (Conselho Nacional de Educação) que acessora as políticas de educação pública, este acata e sugere o banimento da obra na rede pública do maior escritor infantil do Brasil, morto há 62 anos. A sorte, por hora, é que o trapalhão Fernando Hadad Ministro da Educação, barrou tamanha insanidade, conversa para boi dormir.
Este é um exemplo do patrulhamento do PT para tolir toda e qualquer publicação que bata de frente com suas convicções ideológicas.  Franklin de Sousa Martins em ação.
Creio que os proximos autores a sofrer deste mal será: Aristóteles (Poética), Shakespeare (O mercador de Veneza), Melville (Moby Dick), Conrad (Coração das Trevas), Kipling (Mogli), e por ai vai. Se este censor (o burocrata mentecápto) souber ler, estamos "fritos", teremos o "remaker" de 10 de maio de 1933 - A Grande Queima de Livros pelos nazistas, início da perseguição aos intelectuais.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ILHA DA FANTASIA

Entre 1978 e 1984 foi produzido por Aaron Spelling e Leonard Goldberg nos EUA e exibido pela televisão brasileira na década de 80, um seriado chamado Ilha da Fantasia com dois atores fixos,  Ricardo Montalban e o anão Hervé Villechaize. Eles faziam o papel do Sr.Roarke, e seu auxiliar, o pequeno Tattoo. A história é de uma ilha paradisíaca onde qualquer desejo, de quem a visitava, era realizado e os anfitriões eram o Sr.Roarke, e Tattoo.
Em 1998 foi tentada uma nova versão que durou apenas meia temporada, um fracasso.
Mas depois de 2002, mudaram os produtores, os atores e o país de origem.
Os produtores foram as agências de publicidade contratadas pelo governo do PT, o país Brasil e os atores fixos até 2010 foi o Sr. Luis Inácio Lula da Silva (no papel do Sr. Roarker) e o povo brasileiros como visitantes, agora o auxiliar do novo Sr. Roarker não foi o pequenino Tattoo, mudaram algumas vezes, sempre trapalhões dando um trabalhão danado para o  Sr. Roarker que saia muito bem, sempre negando o inegável, não vendo nem ouvindo o que seus auxiliares faziam, muito menos os punindo, diferentes do anão Tattoo (saudades). Bem, esta versão foi um grande sucesso, a maioria dos personagens que visitam (leia-e moram) na Ilha da Fantasia ver. 2000, não só foram coadjuvantes como acreditaram nas imagens editadas dos carros chefes da propagada, produzidas no estilo Joseph Goebbels, do Banco do Brasil, da Petrobras e outras estatais, tudo maquiado, onde aparecem operários com unifomes talhados sob medida sem um pingo de graxa, familias felizes correndo e brincando em parques "paradisíacos", pessoas simples sendo atendidas por um gerente de banco com tapete vermelho e para arrematar, dois velhinhos conseguindo a aposentadoria em alguns minutos (tenta e verá estes minutos transformando em meses e quase sempre a resposta é "indeferido"). Quando voltaram do êxtase, viram um pessoal que não tem capacidade para aplicar e gerir um simples exame escolar, o ENEM que era um desejo dos pobres estudantes desta ilha.
O mais interessante é que o criador/produtor/ator desta nova versão também acredita. “Nunca antes neste pais, a ilha foi tão fantasiosa”.
Mas a versão da Ilha da Fantasia de Lula deu certo que até elegeu o novo ator principal. Vamos ver este novo anfitrião dará continuidade aos "desejos fantasiosos". A Sra. Vana Roarker, esta sim, terá um Tattoo só seu. O papel será da "atriz" Erenice, eu acho.

sábado, 20 de novembro de 2010

Nas veredas do Vereza: A sombra da morte !

Nas veredas do Vereza: A sombra da morte !: "Como, exaustivamente, venho postando neste espaço, um dia ,a Lei de Causa e Efeito,revelaría o assassinato de Celso Daniel, pondo à luz um ..."