quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Desrespeito


Acredito que a maioria das pessoas que lerem esta história irão se identificar, principalmente as que moram aonde tem uma filial do Supermercado Comper.

O Zé vai às compras e por infelicidade escolhe, dentre outras coisas, carne. Tudo bem até chegar ao caixa e colocar o pacote da "bendita carne" na esteira... a caixa fita o coitado com aqueles olhos semi serrados querendo dizer: VOCÊ É UM LADRÃO E EU VOU TE DESMASCARAR, e coloca o pacote na balança para conferir se o peso, olha o "display", olha a etiqueta e por sorte do Zé é o mesmo praticado pelo açougueiro. Ufa... dois sentimentos, um de frustração da caixa e outro de alívio do Zé que que teve a sorte das balanças, a do caixa e a do açougue, estarem aferidas. Passa as outras compras (com certeza alguma estragada, mofada ou podre) e chega outra hora crucial, o pagamento! Cartão? Compercard? Não? (como se fosse crime não ter o danado). Ah então, crédito ou débito? Digite a senha.... Não passou, vou tentar um valor menor... Senha de novo... Agora passou, ficou faltando dez reais e três centavos vai pagar em dinheiro? Mas aqui só tem dez reais, você não tem nenhuma moedinha? Acende uma luz! Então vou ter que cancelar um produto..... 

CHEGA!!! Agora eu que estou ficando nervoso de novo. Esta história não aconteceu com o Zé nem comigo, mas com uma senhora muito simples de uns 70 anos, com o cartão alimentação do filho (quem sabe?) na véspera de natal que ficou toda envergonhada pelo fato de faltar três, sim, três centavos para pagar, quem sabe sua mesa de Natal. Por sorte tinha uma pessoa na fila, atras dela, que se prontificou em saldar a terrível dívida de três centavos dando cinco e não recebendo dois de troco!
Eu sou hipertenso e para evitar um mal maior, evito ao máximo entrar neste estabelecimento e aconselho meus amigos o mesmo.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Respeito




Ontem minha filha foi a um posto de saúde aqui em Campo Grande, o Tiradentes, para ver uma amigdalite. Porque usar o SUS? 
Por vários motivos: 
- Primeiro porque tem o direito à saúde, 
- segundo porque acredita (coitada) neste direito, 
- terceiro pelo adiantado da hora e
- quarto, o mais óbvio, não tinha condições de procurar um médico particular.
Depois de longa e paciente espera foi atendida, ufa, mas a primeira decepção: o médico a atendeu com uma camiseta de time, isso mesmo não duvide, depois a consulta foi feita à distância como se o "doutor" estivesse com medo de se contaminar. Bom, até ai a gente que é brasileiro entende, mas depois de prescrever a receita o benfeitor avisou que o antibiótico* (20 comprimidos) não era fornecido pela rede pública e teria que ser comprado. Vamos à farmácia... dois sustos, o preço R$114,00 e só tinha caixa com 14 comprimidos, lembra que ele receitou 20? Tem que comprar duas caixas e fazer o que com o que vai sobrar (8) e está pago? Enfiar no... lixo, junto com o meu voto.

* Não podemos mais usar "antibiótico", o correto é ANTIBACTERIANO.



Hoje publiquei no meu Face este comentário. 
Minha indignação não está somente na qualidade do serviço de saúde no Brasil, mas também na forma como, nós cidadãos "brasilis", somos tratados em todos segmentos - governo (os três poderes), a indústria, o comércio e os prestadores de serviço.
Para iniciar uma "reforma",  a condição cine qua non é incutir a cultura de respeito mútuo ao nosso querido povo, respeitando e exigindo respeito. Pronto! Pronto nada, agora vamos tentar extirpar a cultura do "Gerson" que dentre outras coisas é a principal causa da corrupção, levar vantagem.
Vou exemplificar a falta de respeito na historinha que eu contei:
- Governo: disponibilizar um serviço precário.
- Prestador de serviço: atendendo com vestes impróprias.
- Indústria: disponibilizar embalagem com 14 unidades onde a "dose" são 20, te obriga a levar oito sem precisar.
- Comércio: obrigatoriedade de fracionar (remédio) que eu nunca vi cumprida.


Continua na próxima... 







 "Le Brésil n'est pas un pays sérieux!"
                               Charle de Gaulle