quinta-feira, 10 de outubro de 2013


Os Três Porquinhos - Narrado por um pai engenheiro

  O filho quer dormir e pede ao pai (engenheiro) para contar uma história e ele conta a dos três Porquinhos.
Meu Filho, era uma vez três porquinhos ( P1, P2 e P3) e um Lobo Mau, por definição, LM, que vivia os atormentando.
P1 era sabido e fazia Engenharia Elétrica e já era formado em Engenharia Civil.
P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos.
P3 fazia Comunicação e Expressão Visual na Estácio.
LM, na Escala Oficial da ABNT, para medição da Maldade (EOMM) era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (onde "n" é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo a Chácara Cachoeira.
Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.
Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego tresloucado.
Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo "o máximo".
Um dia, LM foi ate a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:
- "Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o Conselho de Engenharia Civil para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual! "
Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do Conselho já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.
Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando:- "Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento."
Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de ecos-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pixando e entoando palavras de ordem.
Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1.Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
P1: O que houve?
P2: LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.
P3: Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Comunicação e Expressão Visual!
Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é esse.)
LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do Conselho de Engenharia em cima de você!!!, e se for preciso até aquele tal de Confea.
Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do...do... comunicador e expressivo visual) LM chamou os fiscais, e estes fizeram testes de robustez do projeto, inspeções sanitárias, projeções geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas integrais, matrizes, e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.
Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super-comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu ate a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir.
Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N (Newtons) LM para cima.
Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chão.
Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o Papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8 m/s² e que um lobo adulto médio pese 60 kg, calcule:
a) o deslocamento no eixo "x", tomando como referencial a chaminé.
b) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão e
c) o susto que o Lobo Mau tomou, num gráfico lógico que varia do 0
(repouso) ao 9 (ataque histérico).

sábado, 13 de abril de 2013

Inovação



Inovação, não é um termo novo vem do latim innovatio (referente à ideia), porém em uso constante hoje em dia, principalmente quando se trata de tecnologia. Inovação não é obrigatoriamente sinônimo de invenção sendo que a invenção é uma inovação. 
A inovação gera métodos e conceitos que diferem de padrões comumente usados visando implantar e/ou melhorar produtos e/ou serviços. Não podemos ignorar que inovação e criatividade não poderão sei dissociados jamais.
 Os autores Duaibili & Simonsen Jr. distinguem-os afirmando que “A criatividade é a faísca, a inovação é a mistura gasosa. A primeira dura um pequeno instante, a segunda perdura e realiza-se no tempo. É a diferença entre inspiração e transpiração, a descoberta e o trabalho”.
Para a nossa sorte a resistência às inovações diminuíram consideravelmente da metade do século passado para cá, facilitando assim a explosão de novos conceitos tecnológicos que estão presentes em nossa vida cotidiana e que às vezes nos passa desapercebidos. Sem esquecer que toda inovação deve obrigatoriamente levar em consideração quem vai usa-la e como.
Isso posto, falta ainda considerar algumas condições para que uma inovação, por qualquer que seja, requer para que funcione, para que realmente inove i.e. para que tenha sucesso. 
- Primeiro: exige-se o trabalho árduo de pessoal qualificado, com conhecimento e ressaltando que inovadores tem talento superior ao nosso e isso não pode desconsiderar. Esse trabalho refere-se à elaboração de projetos de conceitos, projetos de viabilidade e por final projetos de execução, sempre considerando o fator "homem", o usuário final seja ele um trabalhador braçal ou um cientista.
- Segundo: Procurar os pontos fortes, tais como disponibilidade de material, disponibilidade de serviços, disponibilidade de pessoal capacitado na execução de todas as fases.
- Terceiro: Que essa inovação cause o impacto desejado no comportamento das pessoas envolvidas e a real utilidade prática para o seu uso.
O que tem acontecido amplamente em empresas com o foco voltado exclusivamente ao lucro rápido, é a "queima" de etapas do projeto em questão inclusive descartando o inovador, este com o real conhecimento do passo-a-passo da inovação a ser implantada. Isso é sofrível pois além de deixar parecendo que a inovação não funcionou, que não passou de sonho, dispende tempo, que é muito valioso a todo profissional. E finalmente não podemos descartar a velha "The Bonfire of the Vanities".
Infelizmente estão tentando ensinar uma iguana à usar snorkel!