quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Respeito




Ontem minha filha foi a um posto de saúde aqui em Campo Grande, o Tiradentes, para ver uma amigdalite. Porque usar o SUS? 
Por vários motivos: 
- Primeiro porque tem o direito à saúde, 
- segundo porque acredita (coitada) neste direito, 
- terceiro pelo adiantado da hora e
- quarto, o mais óbvio, não tinha condições de procurar um médico particular.
Depois de longa e paciente espera foi atendida, ufa, mas a primeira decepção: o médico a atendeu com uma camiseta de time, isso mesmo não duvide, depois a consulta foi feita à distância como se o "doutor" estivesse com medo de se contaminar. Bom, até ai a gente que é brasileiro entende, mas depois de prescrever a receita o benfeitor avisou que o antibiótico* (20 comprimidos) não era fornecido pela rede pública e teria que ser comprado. Vamos à farmácia... dois sustos, o preço R$114,00 e só tinha caixa com 14 comprimidos, lembra que ele receitou 20? Tem que comprar duas caixas e fazer o que com o que vai sobrar (8) e está pago? Enfiar no... lixo, junto com o meu voto.

* Não podemos mais usar "antibiótico", o correto é ANTIBACTERIANO.



Hoje publiquei no meu Face este comentário. 
Minha indignação não está somente na qualidade do serviço de saúde no Brasil, mas também na forma como, nós cidadãos "brasilis", somos tratados em todos segmentos - governo (os três poderes), a indústria, o comércio e os prestadores de serviço.
Para iniciar uma "reforma",  a condição cine qua non é incutir a cultura de respeito mútuo ao nosso querido povo, respeitando e exigindo respeito. Pronto! Pronto nada, agora vamos tentar extirpar a cultura do "Gerson" que dentre outras coisas é a principal causa da corrupção, levar vantagem.
Vou exemplificar a falta de respeito na historinha que eu contei:
- Governo: disponibilizar um serviço precário.
- Prestador de serviço: atendendo com vestes impróprias.
- Indústria: disponibilizar embalagem com 14 unidades onde a "dose" são 20, te obriga a levar oito sem precisar.
- Comércio: obrigatoriedade de fracionar (remédio) que eu nunca vi cumprida.


Continua na próxima... 







 "Le Brésil n'est pas un pays sérieux!"
                               Charle de Gaulle

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