quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Língua Portuguesa agradece (e nossos ouvidos também!)

Mesmo que você saiba de
todas essas formas corretas,
passe adiante, pode ser útil
para outras pessoas.

A Língua Portuguesa agradece.

Nunca diga:

- Menas (sempre menos)
- Iorgute (iogurte)
- Mortandela (mortadela)
- Mendingo (mendigo)
- Trabisseiro (travesseiro) - essa é de doer, hein!
- Cardaço (cadarço)
- Asterístico (asterisco)
- Meia cansada (meio cansada)

E lembre-se:

- Mal - Bem
- Mau - Bom

- Trezentas gramas (a grama pode ser de um
pasto). Se você quer falar de peso, então é O
grama: trezentOs gramas.

- Di menor, di maior (é simplesmente maior ou
menor de idade).

- Beneficiente (beneficente - lembre-se de
Beneficência Portuguesa)

- O certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE,
aquela janela do banheiro ou da cozinha.

- Se você estiver com muito calor, poderá dizer
que está "suando" (com u) e não "soando", pois
quem "soa" é sino !

- A casa é GEMINADA (do latim geminare =
duplicar) e não GERMINADA que vem de
germinar, nascer, brotar.

- O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não
ESPINHO. Plantas têm espinhos.

- Homens dizem OBRIGADO
e mulheres OBRIGADA.

- "FAZ dois anos que não o vejo“ e não “FAZEM
dois anos”

- "HAVIA muitas pessoas no local" e não
"HAVIAM”

- "PODE HAVER problemas" e não "PODEM
HAVER...."
(os verbos fazer e haver são impessoais!!)

- PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA
(deixe isso para o Zé Dirceu)

- A PARTIR e não À PARTIR

- O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e
não HAJA VISTO.

- POR ISSO e não PORISSO (muito comum nas
páginas de recado do orkut, junto com o AGENTE
pode marcar algo... Se é um agente, ele pode ser
secreto, aduaneiro, de viagens...)
A GENTE = NÓS

O certo é CUSPIR e não GOSPIR.

HALL é RÓL não RAU, nem AU.

- Para EU fazer, para EU comprar, para
EU comer e não para MIM fazer, para
mim comprar ou para mim comer...

(mim não conjuga verbo, apenas
"eu, tu, eles, nós, vós, eles")

- Você pode ficar com dó (ou com um dó)
de alguém, mas nunca com "uma dó"; a
palavra dó no feminino é só a nota musical
(do, ré, mi, etc etc.)

- As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA
sem o A. Não é CD-RUM (nem CD-pinga,
CD-vodka etc). ROM é abreviatura de Read
Only Memory - memória apenas para
leitura.

E agora, o horror divulgado pelo pessoal do

TELEMARKETING:

Não é

“eu vou ESTAR mandando”

eu vou MANDAR

“vou ESTAR passando”

“vou ESTAR verificando”

vou PASSAR

vou VERIFICAR

(muito mais simples,

mais elegante e CORRETO).

- Da mesma forma é incorreto perguntar:
COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO?

- Veja como é o correto e mais simples:
COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?

- Ao telefone não use: Quem gostaria? (É de
matar...)

- Não use: peraí, agüenta aí, só um
pouquinho (prefira: Aguarde um momento,
por favor)

- Por último, e talvez a pior de todas: Por favor,

arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu

vocabulário (estas palavras não existem!!)

- Não é elegante você tratar ao telefone, pessoas

que não conhece, utilizando termos como:

querido(a), meu filho(a), meu bem, amigo(a)...

(a não ser que você esteja ironizando-a(o).

Utilize o nome da pessoa ou senhor(a).

Agora, explicações de algumas expressões

que usamos e nem sempre sabemos

de onde originou-se:

NAS COXAS

As primeiras telhas do Brasil eram feitas de

argila moldada nas coxas dos escravos.

Como os escravos variavam de tamanho e

porte físicos, as telhas ficavam desiguais.

Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja,

de qualquer jeito.

VOTO DE MINERVA

Na Mitologia Grega, Orestes, filho de

Clitemnestra, foi acusado de tê-la

assassinado.

No julgamento havia empate entre os

jurados, cabendo à deusa Minerva, da

Sabedoria, o voto decisivo.

O réu foi absolvido, e Voto de Minerva é,

portanto, o voto decisivo.

CASA DA MÃE JOANA

Na época do Brasil Império, mais

especificamente durante a menoridade do

Dom Pedro II, os homens que realmente

mandavam no país costumavam se encontrar

num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja

proprietária se chamava Joana. Como, fora

dali, esses homens mandavam e

desmandavam no país, a expressão casa da

mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de

lugar em que ninguém manda.

CONTO DO VIGÁRIO

Duas igrejas de Ouro Preto receberam, como

presente, uma única imagem de determinada santa,

e, para decidir qual das duas ficaria com a

escultura, os vigários apelaram à decisão de um

burrico. Colocaram-no entre as duas paróquias e

esperaram o animalzinho caminhar até uma delas.

A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E

o burrico caminhou direto para uma delas...

Só que, mais tarde, descobriram que um dos

vigários havia treinado o burrico, e conto do vigário

passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

A VER NAVIOS

Dom Sebastião, jovem e querido rei de Portugal

(sec XVI), desapareceu na batalha de Alcácer-

Quibir, no Marrocos. Provavelmente morreu,

mas seu corpo nunca foi encontrado.

Por isso o povo português se recusava a

acreditar na morte do monarca, e era comum

que pessoas subirem ao Alto de Santa Catarina,

em Lisboa, na esperança de ver o Rei

regressando à Pátria. Como ele não regressou,

o povo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS

Os portugueses tinham enorme dificuldade

em entender o que falavam os frades italianos

patavinos, originários de Pádua, ou Padova.

Daí que não entender patavina significa não

entender nada.

DOURAR A PÍLULA

Antigamente as farmácias embrulhavam as

pílulas amargas em papel dourado para

melhorar o aspecto do remedinho.

A expressão dourar a pílula significa melhorar

a aparência de algo ruim.

SEM EIRA NEM BEIRA

Os telhados de antigamente

possuíam eira e beira, detalhes que

conferiam status ao dono do imóvel.

Possuir eira e beira era sinal de

riqueza e de cultura.

Estar sem eira nem beira significa

que a pessoa é pobre e não

tem sustentáculo no raciocínio.

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Se circula tanta bobagem
pela internet, porque não
circular coisa útil?

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